Adeus Brett Coração de Leão
(Foto John Gress/Reuters) Caros amigos e amigas, é bom estar de volta. Havia prometido pisar com pé-direito em março trazendo a Major League Baseball, incluindo a troca de farpas entre Roger Clemens e Andy Pettitte, e a National Hockey League que está pegando fogo com a corrida aos playoffs.Porém não poderia deixar de registrar a despedida de um atleta que representou, durante 15 anos, o verdadeiro amor pela camiseta na National Football League. Após disputar todas as partidas do Green Bay Packers entre 20 de setembro de 1992 e 20
de janeiro de 2008, Brett Favre anunciou, na terça-feira, a
de janeiro de 2008, Brett Favre anunciou, na terça-feira, a(Foto Mike Roemer/AP)
aposentadoria. Dono do recorde de passes de touchdowns (442) e jardas de passe (61.655), Favre encerra uma carreira que o levou ao título do Super Bowl XXXI e três escolhas como o jogador mais valioso da NFL. E para nós torcedores restará o orgulho de dizermos à futuras gerações:Eu vi Favre jogar.Em minha carreira profissional tive a oportunidade de acompanhar momentos de triunfos e os dramas na vida deste craque que entrará para o Hall da Fama como um dos maiores quarterbacks de todos os tempos.Como em uma morte anunciada, durante o campeonato 2007/08 os ”cabeças-de-q
ueijo” foram atormentados com a possibilidade de Favre dizer adeus. O comandante não escondia a decepção com os diretores do Green Bay Packers por deixarem escapar o WR Randy Moss, que acabou indo do Raiders para o New England Patriots pela bagatela de uma vaga no recrutamento. Pois a renovação de contrato de Moss com o Patriots (três anos por 27 milhões de dólares), também na terça-feira, parece ter sido a gota d’água na decisão de pendurar o capacete. Somente os
ueijo” foram atormentados com a possibilidade de Favre dizer adeus. O comandante não escondia a decepção com os diretores do Green Bay Packers por deixarem escapar o WR Randy Moss, que acabou indo do Raiders para o New England Patriots pela bagatela de uma vaga no recrutamento. Pois a renovação de contrato de Moss com o Patriots (três anos por 27 milhões de dólares), também na terça-feira, parece ter sido a gota d’água na decisão de pendurar o capacete. Somente os (Foto Morry Gash/CP)
torcedores que acompanharam Brett Favre comandando o Green Bay Packers em batalhas históricas, superando lesões e a dor da morte de quem amava, poderá compreender a dificuldade para este craque dizer...acabou. Os "cabecas-de-queijo" lembrarão Brett Favre como Alexandre Magno a frente das tropas verde-amarelas. Os adversários guardarão a dignidade profissional e o talento que ajudou a popularização da NFL no mundo todo. Capacidade muitos tiveram, mas poucos carregaram o carisma de Favre junto aos torcedores.
O primeiro time que Brett Favre jogou provavelmente foi o mais difícil de agradar ao treinador. Ele ingressou no time da escola de segundo-g
rau de Klin-Mississippi treinado pelo pai dele Irvin Favre. Mesmo conhecendo o canhão que o filhote tinha no braço, "seu" Irvin não deu moleza colocando Brett na defesa como strong safety, homem de linha, kicker e até place kicker (que é o sujeito que arruma a bola para o outro chutar). Sem reclamar Brett atuou em todas as posições antes de ter a chance de ser o QB da equipe. Favre soube aprender desde cedo como usar o trabalho duro na busca dos ideais . Mesmo demonstrando potencial como jogador, o filho do “seu” Irvin recebeu apenas uma proposta de bolsa de estudos na Universidade Southern Mississipi. Mas com um detalhe: Jogar na defesa como safety ou corner back. Sem pensar duas vezes Brett aceitou o convite com a condição de poder brigar por uma vaga na equipe de ataque. Mesmo sendo o sétimo reserva, Favre aguardou a grande oportunidade que surgiu no dia 19 de setembro de 1987 contra a Universidade Tulane. Favre entro
u como QB no segundo tempo e produziu a virada da USM. Em 1989 Brett Favre levou a USM a uma vitória considerada impossível contra a poderosa Universidade Florida State, chamando a atenção nacional pela primeira vez.Porém em uma sina que sempre o acompanhou, os momentos de glória precederam crises na vida pessoal.Em julho de 1990 Favre retornava de um treino quando, a poucos metros de casa, perdeu o controle do carro capotando várias vezes. Em pânico a familia correu para socorré-lo e o irmão precisou quebrar um vidro para retirar Brett do carro destruido. Ao ser conduzido ao hospital, no qual teve parte dos intestinos removidos, Favre só conseguia perguntar uma coisa para a mãe Bonita Favre: "Será que eu vou poder continuar jogando?". Dois meses depois ele estaria de volta comandando Southern Mississipi contra a rival Universidade do Alabama.A entrada de Brett Favre na National Football League não foi em um tapete vermelho. Apesar do forte interesse do New York Jets através de seu gen
eral manager Tom Wolf, o mesmo que o levaria para Green Bay anos depois, Favre acabou sendo recrutado como o trigésimo terceiro pelo Atlanta Falcons. A escolha foi um mal negócio
O primeiro time que Brett Favre jogou provavelmente foi o mais difícil de agradar ao treinador. Ele ingressou no time da escola de segundo-g
rau de Klin-Mississippi treinado pelo pai dele Irvin Favre. Mesmo conhecendo o canhão que o filhote tinha no braço, "seu" Irvin não deu moleza colocando Brett na defesa como strong safety, homem de linha, kicker e até place kicker (que é o sujeito que arruma a bola para o outro chutar). Sem reclamar Brett atuou em todas as posições antes de ter a chance de ser o QB da equipe. Favre soube aprender desde cedo como usar o trabalho duro na busca dos ideais . Mesmo demonstrando potencial como jogador, o filho do “seu” Irvin recebeu apenas uma proposta de bolsa de estudos na Universidade Southern Mississipi. Mas com um detalhe: Jogar na defesa como safety ou corner back. Sem pensar duas vezes Brett aceitou o convite com a condição de poder brigar por uma vaga na equipe de ataque. Mesmo sendo o sétimo reserva, Favre aguardou a grande oportunidade que surgiu no dia 19 de setembro de 1987 contra a Universidade Tulane. Favre entro
u como QB no segundo tempo e produziu a virada da USM. Em 1989 Brett Favre levou a USM a uma vitória considerada impossível contra a poderosa Universidade Florida State, chamando a atenção nacional pela primeira vez.Porém em uma sina que sempre o acompanhou, os momentos de glória precederam crises na vida pessoal.Em julho de 1990 Favre retornava de um treino quando, a poucos metros de casa, perdeu o controle do carro capotando várias vezes. Em pânico a familia correu para socorré-lo e o irmão precisou quebrar um vidro para retirar Brett do carro destruido. Ao ser conduzido ao hospital, no qual teve parte dos intestinos removidos, Favre só conseguia perguntar uma coisa para a mãe Bonita Favre: "Será que eu vou poder continuar jogando?". Dois meses depois ele estaria de volta comandando Southern Mississipi contra a rival Universidade do Alabama.A entrada de Brett Favre na National Football League não foi em um tapete vermelho. Apesar do forte interesse do New York Jets através de seu gen
eral manager Tom Wolf, o mesmo que o levaria para Green Bay anos depois, Favre acabou sendo recrutado como o trigésimo terceiro pelo Atlanta Falcons. A escolha foi um mal negócio(Foto Bob Cerny/Reuters)
para este garoto do interior que se deixou fascinar pelas luzes da cidade grande. Favre ganhou a fama de ”cabeca-dura“ e frequentador das noitadas em Atlanta. As brigas constantes com o treinador Jerry Glanville e uma desastrada extréia na NFL também não ajudaram a imagem no novo clube. O primeiro passe de Favre foi de touchdown... só que do adversário!!! (Interceptação e retorno para TD). Nas duas partidas que atuou como calouro do Falcons não consegiu completar sequer um passe, foi interceptado duas vezes, e ficou fora da fotografia oficial do time pois chegou atrasado após outra noitada com os amigos. Tudo isso levaria a direção do Atlanta Falcons a ace
itar a oferta do Packers em troca pela decima sétima escolha no recrutamento e a chance de se livrar, do que parecia ser, um grande abacaxi. A Dispensa do Atlanta Falcons não pareceu desanimar Favre ao desenbarcar em Green Bay. Só um pequeno problema: Os torcedores do Packers amargavam uma seca de títulos a 24 anos. A primeira partida de Brett Favre como titular no Packers aconteceu no dia 20 de setembro de 1992 contra o Cincinnati Bengals (disputou o segundo tempo da partida anterior contra o Tampa Bay Buccaneers substituindo Don Majkoviski). Ele entrou em campo sob uma chuva de vaias da própria torcida que gritava "Put Ty In",Coloquem o Ty, (em referência ao outro Qb reserva Ty Detmer). Pois naquele primeiro desafio Favre conquistaria o coração dos torcedores do Green Bay. Restando 13 segundos ele lançou u
ma bomba para Kitrick Taylor... touchdown Packers!!! Vitória do Green Bay. Os aplausos na saida de campo seriam apenas o início de grandes alegrias, mas os torcedores do Packers sempre
itar a oferta do Packers em troca pela decima sétima escolha no recrutamento e a chance de se livrar, do que parecia ser, um grande abacaxi. A Dispensa do Atlanta Falcons não pareceu desanimar Favre ao desenbarcar em Green Bay. Só um pequeno problema: Os torcedores do Packers amargavam uma seca de títulos a 24 anos. A primeira partida de Brett Favre como titular no Packers aconteceu no dia 20 de setembro de 1992 contra o Cincinnati Bengals (disputou o segundo tempo da partida anterior contra o Tampa Bay Buccaneers substituindo Don Majkoviski). Ele entrou em campo sob uma chuva de vaias da própria torcida que gritava "Put Ty In",Coloquem o Ty, (em referência ao outro Qb reserva Ty Detmer). Pois naquele primeiro desafio Favre conquistaria o coração dos torcedores do Green Bay. Restando 13 segundos ele lançou u
ma bomba para Kitrick Taylor... touchdown Packers!!! Vitória do Green Bay. Os aplausos na saida de campo seriam apenas o início de grandes alegrias, mas os torcedores do Packers sempre(Foto Morry Gash/AP)
irão dizer que nenhum campeonato teve o mesmo sabor da temporada 1996/97. Após uma espera de 28 anos pelo retorno do troféu Vinci Lombardi, a torcida do Green Bay viu Favre anotar 39 touchdowns durante a temporada regular (o maior número nos 16 anos de carreira), ser escolhido pela segunda vez o jogador mais valioso da NFL e levar o povo verde-amarelo à terra prometida. Se o frio e tradição do estádio Lambeau Field ajudaram a superar o San Francisco 49ers e Carolina Panthers nos playoffs, o Super Bowl daquele ano aconteceu na arena
coberta do Superdome em New Orleans. Pois foi ali, frente a um New England Patriots treinado por Bill Parcels, e com Bill Belichick como técnico assistente, que o general Favre se transformou em rei:246 jardas de passe, dois TD e a vitoria por (35x21) conquistando o titulo tão sonhado pelos torcedores do Green Bay Packers. Finalmente os 'cabecas de queijo' podiam tocar o troféu que lhes pertenceu no final da decada de 60. Como escrevi no começo
coberta do Superdome em New Orleans. Pois foi ali, frente a um New England Patriots treinado por Bill Parcels, e com Bill Belichick como técnico assistente, que o general Favre se transformou em rei:246 jardas de passe, dois TD e a vitoria por (35x21) conquistando o titulo tão sonhado pelos torcedores do Green Bay Packers. Finalmente os 'cabecas de queijo' podiam tocar o troféu que lhes pertenceu no final da decada de 60. Como escrevi no começo(Foto Gary Casey/Reuters)
desta coluna a obra de Brett Favre não pode ser definida apenas pelos números, vitórias ou o anel de campeão. O anúncio da aposentadoria deste craque me fez voltar ao passado, em especial, o dia 23 de dezembro de 2003. Era uma noite de Monday Night Football e o Green Bay Packers visitava ao Oakland Raiders. O estádio estava coberto de luto devido ao falecimento do pai de Brett Favre, o 'seu" Irvin, vítima de um ataque cardíaco. Durante todo o dia a imprensa aqui nos estados Unidos cogitava se Brett Favre iria jogar ou não. A resposta veio na entrada do Packers quando,
de cabeca baixa, ele correu para o centro do campo. Favre lançaria 4 touchdowns só no primeiro tempo em uma vitoria esmagadora do Green Bay por (41x7). Ao sair de campo, sob forte emoção Favre desabafou "Eu sei que o meu pai iria querer que eu jogasse. Eu o amo tanto, e amo este jogo. Isto tem um grande significado para mim, meu pai, minha familia e eu não esperava este tipo de performance. Mas eu sei que ele esta me assistindo esta noite".Pois meu caros amigos e amigas do Iron Helmet, esta será a lembrança que irei carregar deste astro da National Footbal Le
ague. Este será o retrato que guardarei de Brett "coracao de Leão" Favre.
de cabeca baixa, ele correu para o centro do campo. Favre lançaria 4 touchdowns só no primeiro tempo em uma vitoria esmagadora do Green Bay por (41x7). Ao sair de campo, sob forte emoção Favre desabafou "Eu sei que o meu pai iria querer que eu jogasse. Eu o amo tanto, e amo este jogo. Isto tem um grande significado para mim, meu pai, minha familia e eu não esperava este tipo de performance. Mas eu sei que ele esta me assistindo esta noite".Pois meu caros amigos e amigas do Iron Helmet, esta será a lembrança que irei carregar deste astro da National Footbal Le
ague. Este será o retrato que guardarei de Brett "coracao de Leão" Favre.

6 Comments:
UAU!!! Retorno triunfal, Marco! Seja mais que bem-vindo, seja agraciado! Já estava ansiosa... A escassez de boas matérias, aqui no BR, sobre esportes americanos é demais. Vc é insubstituível, meu amigo! Qto ao Brett Favre, estou melancólica, tinha esperanças de vê-lo jogar mais uma temporada... Ele ainda tem fôlego para isso. Quem sabe não será uma despedida breve, já aconteceu.
Um grande abraço...
Muito bom, Markito! Eu só disse o que está aqui: http://www.fotolog.com/touchdown/32024056
Muito emocionante o seu texto Marco, principalmente no final..... eu não sabia que ele havia ido tão mal no Falcons, mostra que nasceu para jogar no Packers mesmo !!!!!! é sem dúvida o meu jogador favorito da NFL, mesmo porque o Packers é meu time favorito.... o Super Bowl XXXI foi a 1ª partida de Futebol Americano que eu vi na vida !!!!
Grande Alfa..hehehe
Mais um belissímo texto, alías não poderia ser por menos...imagino a emoção sentida enquanto digitava cada palavra...
Favre foi grande e levou seu espirito lutador em campo até o fim...parabens por tudo q ele fez...merece eternamente toda a reverencia digna de grandes lideres...
P.S Linda lembrança dakele jogo contra o meu Raiders, confesso q foi triste assistir o jogo mais mto melhor foi ve-lo jogando acredito eu a melhor pártida de sua vida...
Lá se vai um gênio... Desde que acompanho a NFL, Favre é o QB do Green Bay... Não vai ser fácil pra se acostumar...
Grande abraço
A despedida de Favre narrada por Ivan Zimmerman foi sensacional
ele realmente foi grande QB
poderia ter ido ao superbowl mais o encantado Giants acabou indo
aguardo a volta do Baseball
o passa tempo preferido do Verão dos americanos
Abraçoo Doug
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