Presença ilustre no Hall da Fama do Iron Helmet
Esta semana do Super Bowl XLII me trouxe muitas alegrias. Além da
entrada do Caio Lopes Filippi, Pedro Igor Grilo e Victor Daniel De Vulvanis para o Hall da Fama do Iron Helmet, ainda tenho a visita de um convidado especial. O nome dele é André José Adler, carioca "nascido durante uma noite de bombardeio" em Budapeste, narrador esportivo, ator e cineasta, torcedor do Flamengo e um dos grandes responsáveis pelo crescimento da NFL no Brasil. Durante anos eu tive a honra de compartilhar a amizade e o profissionalismo do popular Dr. Adler. Pude acompanhar o trabalho incessante do André defendendo mais espaços para os chamados "esportes americanos' junto a direção da ESPN, na divulgação do Carioca Bowl e promoção da lista Red Zone de discussão de futebol americano. Hoje a National Football League deixou de ser "uma coisa de gringo' e se transformou em uma paixão para tantos brasileiros. E muito disso se deve à André José Adler. Bem Dr. Adler, obrigado por aceitar o convite, a casa é sua.É VERDADE, MARKITO!
André José Adler
André José Adler
Quando Marco Alfaro me convidou para escrever um artigo aqui para o Iron Helmet eu pensei primeiro em tirar o meu capacete de aço e expor o meu telhado de vidro e falar um pouco sobre um dos esportes que ele aborda habitualmente aqui, o beisebol, o hockey e o futebol americano. O disco de
borracha e a bola oval. Destes dois tive o prazer de falar por muitos anos no ar, inclusive – claro!- com o Markito desde o começo do século XXI. Enquanto minha expectativa é grande para o Super Bowl XLII, aqui vai uma historinha de beisebol.
Uma vez, num piquenique no Central Park com colegas da New York Chamber of Commerce/New York City Partnership onde trabalhei no anos 80, peguei um taco e depois de falhar miserávelmente no seu manejo resolví trocá-lo por um equipamento que conheço mais: a camera fotográfica. Não sei se os colegas ficaram mais felizes com o festival de fotos que tirei ou com o meu “TWO and out.”
Em 94 resolveram na ESPN que eu tinha que narrar beisebol também. Fiz o primeiro jogo com os comentários (e as correções) de José Inácio Werneck e não faço idéia do que fiz além de traduzir alguns dos gráficos e entrevistas, mas mesmo assim fui escalado para fazer um outro com o então especialista da casa, já irritado por ter que sair da posição de narrador para a de comentarista. O bom é que ele sendo fiel ao seu estilo mal me deixou falar, mas chamei os comerciais com muita fé.
Na verdade, eu acredito que para você narrar bem um esporte é preciso ter paixão por ele, e “enxergar” bem o jogo. Eu sempre preferí os esportes coletivos, e com um rítmo mais acelerado. Apesar de apreciar o esforço e a esperteza dos melhores jogadores de be
isebol, eu sempre perco o interesse como espectador quando mascam chiclete demais antes de jogar. E com o interesse perdido, fica mais difícil manter o interesse do público. Mas como eu já havia narrado (?) dois jogos, sobrou para mim narrar um jogo de beisebol em 17 de julho de 1994, entrando no ar no Brasil tipo meia-noite. Muita gente já entendeu porque eu gravei a data, mas vale lembrar que foi no dia que o Roberto Baggio fez a alegria dos brasileiros chutando para fora e dando o tetracampeonato para o Brasil na Copa. Então, depois de suar frio como todo mundo naquela disputa de pênaltis que teminou no 3-2, e comemorar com a turma que assistiu o jogo na minha casa, fui narrar MLB com comentários de... Flávio “balançou a rede” Pereira. E com a certeza de que ninguém no Brasil estaria assistindo! Ninguém merece.
Lembro que era muito difícil controlar o riso, porque se eu já sabia pouco de beisebol o Flávio sabia menos ainda. Ouvindo os locutores americanos (a gente sempre teve esta opção) eu traduzia as partes mais óbvias do que eles falavam. E o comentário do Flávio, repetido dezenas de vezes durante a noite era”É verdade, André”! Eu tenho um grande respeito pelos fans de esporte, e por este respeito ao público nunca mais narrei beisebol. Mas o “é verdade, André” ficou sendo uma brincadeira minha e do Flávio por mais de 10 anos.
borracha e a bola oval. Destes dois tive o prazer de falar por muitos anos no ar, inclusive – claro!- com o Markito desde o começo do século XXI. Enquanto minha expectativa é grande para o Super Bowl XLII, aqui vai uma historinha de beisebol.Uma vez, num piquenique no Central Park com colegas da New York Chamber of Commerce/New York City Partnership onde trabalhei no anos 80, peguei um taco e depois de falhar miserávelmente no seu manejo resolví trocá-lo por um equipamento que conheço mais: a camera fotográfica. Não sei se os colegas ficaram mais felizes com o festival de fotos que tirei ou com o meu “TWO and out.”
Em 94 resolveram na ESPN que eu tinha que narrar beisebol também. Fiz o primeiro jogo com os comentários (e as correções) de José Inácio Werneck e não faço idéia do que fiz além de traduzir alguns dos gráficos e entrevistas, mas mesmo assim fui escalado para fazer um outro com o então especialista da casa, já irritado por ter que sair da posição de narrador para a de comentarista. O bom é que ele sendo fiel ao seu estilo mal me deixou falar, mas chamei os comerciais com muita fé.
Na verdade, eu acredito que para você narrar bem um esporte é preciso ter paixão por ele, e “enxergar” bem o jogo. Eu sempre preferí os esportes coletivos, e com um rítmo mais acelerado. Apesar de apreciar o esforço e a esperteza dos melhores jogadores de be
isebol, eu sempre perco o interesse como espectador quando mascam chiclete demais antes de jogar. E com o interesse perdido, fica mais difícil manter o interesse do público. Mas como eu já havia narrado (?) dois jogos, sobrou para mim narrar um jogo de beisebol em 17 de julho de 1994, entrando no ar no Brasil tipo meia-noite. Muita gente já entendeu porque eu gravei a data, mas vale lembrar que foi no dia que o Roberto Baggio fez a alegria dos brasileiros chutando para fora e dando o tetracampeonato para o Brasil na Copa. Então, depois de suar frio como todo mundo naquela disputa de pênaltis que teminou no 3-2, e comemorar com a turma que assistiu o jogo na minha casa, fui narrar MLB com comentários de... Flávio “balançou a rede” Pereira. E com a certeza de que ninguém no Brasil estaria assistindo! Ninguém merece.Lembro que era muito difícil controlar o riso, porque se eu já sabia pouco de beisebol o Flávio sabia menos ainda. Ouvindo os locutores americanos (a gente sempre teve esta opção) eu traduzia as partes mais óbvias do que eles falavam. E o comentário do Flávio, repetido dezenas de vezes durante a noite era”É verdade, André”! Eu tenho um grande respeito pelos fans de esporte, e por este respeito ao público nunca mais narrei beisebol. Mas o “é verdade, André” ficou sendo uma brincadeira minha e do Flávio por mais de 10 anos.


11 Comments:
Bela história Adler...huahuahu
É uma pena vc não ter narrado os jogos de baseball ia ser muito legal ver vc narrar um HR do Barry Bonds...hehehe
Hj as narrações com o Paulo e o Everaldo são boas, mas eu sinto muita saudade dos tempos de André José Adler e Marco Alfaro, bons tempos...
Parabéns Adler espero q vc esteja muito feliz...
GO GIANTS
Pedro Igor
sauhsuhsuahs
otima historia...
hehe
"é verdade, André" foi boa...
saudades do André e do Markito juntos... quem sabe um dia eles nao se reencontram...
abraço André, sucesso!!!
Caro Adler,
É muito bom poder apreciar novamente suas histórias! Sempre sinto saudades do tempo em que vc e Marco nos proporcionavam verdadeiros momentos de felicidade. Dizem que ninguém é insubstituível, discordo. Todos nós somos seres únicos, com singularidades próprias. Vocês dois fizeram história nas transmissões dos jogos americanos no Brasil e ninguém pode tirar isso de vocês. Grata por tudo que vocês nos proporcionaram.
Abraços
A grande dupla reunida, Marco e Adler, que saudades das narraçoes de voces
Bons tempos de André José Adler, Marco Alfaro, Ivan Zimmerman e Roberto Figueroa narrando e comentando NFL, baseball, NHL, etc. Aquela equipe da ESPN era espetacular: Flávio Pereira, Roby Porto, Werneck, Regis Nestrovski, Luciana Quaresma e por aí vai.
[Bons tempos de André José Adler, Marco Alfaro, Ivan Zimmerman e Roberto Figueroa] 2
foi a única época que eu tinha ESPN !!!!!! xD
Show de bola!!!! Oval é claro ne rsssss
Divertidíssima historinha, que acabou dando muitas saudades do tempo dessa dupla Adler e Marco detonando nas transmissões noturnas de tudo que era esporte que eu estava conhecendo naquele momento, e que acabaram virando paixão pra vida toda, em especial minha querida NFL.
Valeu pela dedicação de todos vcs por trazerem as nossas casas a emoção desses esportes que nada devem, a muitos superam, todo fim de noite pra galera do Brasil!
Marcou a mim e a muitas, muitas outras pessoas
Eu só quero dizer uma coisa: Duvido que alguém tenha mais saudades da dupla Adler & Alfaro do que eu! E não só o trabalho mas a convivência com o bom e muito querido amigo :D
duvido (tirando os proprios, Andre e Marco) q alguem tenha mais saudade da dupla Adler e Alfaro doq eu....rsrs... abraços
infelizmente (ou felizmente, hehehe....) não tive a chance de ouvir o André narrando baseball, mas deve ter diso divertido.... pelo menos tive a chance de conhecer suas narrações na NFL, e além de ser divertido, era explicativo...
pena que a ESPN fez palhaçada, e acabaram com nossos narradores favoritos...
abraços pro André e pro Marco!! e pq não pro Figueroa se ele aparecer por aqui....
abraços pra todos!!
Olá André e Marco.
Realmente são bons tempos que não voltam mais. Assistir jogo de NFL com vocês no dia de ano novo em 2006. Eram rojões comemorando a data e vocês na transmissão. E quanto aquele rebatedor da MLB fazia uma jogada fraquinha, o Marco Alfaro dizia... até o Robertinho Figueroa fazia melhor na Little League.
Muito obrigado à vocês... por causa das transmissões da MLB sou Red Sox desde a World Series 2004.
Um abraço
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